terça-feira, 10 de julho de 2012

entrevista de D.eugenio a cançao nova

Arquidiocese divulga texto sobre a vida e obra de dom Eugenio

A Arquidiocese do Rio distribuiu comunicado oficial sobre a morte do cardeal Eugenio Sales. O texto, assinado pelo arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, diz que o falecimento ocorreu serenamente, no fim da noite desta segunda-feira, e apresenta um histórico sobre a vida e obra do religioso, que teve papel fundamental na história do país: Leia a íntegra do material:

Comunicado ao Povo de Deus

"O Arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, cumpre o dever de informar do falecimento de seu antecessor: o Emmo. e Revmo. Sr. Cardeal dom Eugenio de Araujo Sales, Arcebispo Emérito desta Arquidiocese. O mais antigo cardeal da Santa Igreja morreu serenamente no final do dia de ontem, 9 de julho, celebração de Santa Paulina do Coração Agonizante, na Residência Episcopal de Nossa Senhora da Assunção (Sumaré). Deixa-nos com os belos números de 91 anos de vida, 69 de sacerdócio, 58 de episcopado e 43 de cardinalato.

Filho do Desembargador Celso Dantas Sales e de Josefa de Araujo Sales, nasceu em Acarí, Rio Grande do Norte, em 8 de outubro de1920, estado onde viveu e cursou os hoje chamados ensinos fundamental e médio. Sentindo-se chamado ao sacerdócio, em 1936 pede ingresso no Seminário Menor de São Pedro, sendo, no ano seguinte enviado para o Seminário Maior da Prainha em Fortaleza, Ceará, onde estudará filosofia e teologia, aí passando 7 anos. dom Eugenio sempre falou com carinho do Seminário da Prainha; além disso, nunca esqueceu de ter sido "seminarista hóspede", já que pertencia à Diocese de Natal, como Arcebispo do Rio de Janeiro favoreceu a formação de um grande número de sacerdotes de todo o Brasil.

Ordenado sacerdote em 21 de novembro de 1943, desenvolveu várias atividades pastorais, destacando-se pelo pioneirismo na ação social, valorizando a participação dos leigos que viam nele uma liderança natural. O jovem que queria ser engenheiro agrônomo, nunca se esqueceu o campo e seus problemas, fundou em 1949 o Serviço de Assistência Rural, formando equipes que trabalhavam tanto na área social quanto formação religiosa, buscando a melhoria de integral do homem do campo, cujo progresso incluirá uma melhor compreensão de sua dignidade e dos direitos que daí derivarão. Desse trabalho pastoral surgirão as comunidades eclesiais de base, fruto também das Escolas Radiofônicas.

Em 1954, Pio XII o nomeia bispo-auxiliar de Natal, sendo ordenado aos 15 de agosto deste ano, solenidade da Assunção de Nossa Senhora, por Dom José de Medeiros Delgado. Feito bispo, sua atividade se multiplica naquilo se costuma denominar Movimento de Natal,um formidável conjunto de iniciativas, em grande parte bem sucedidas, de promoção humana em todas as suas dimensões.

Em 1964 é nomeado Administrador Apostólico da Arquidiocese de Salvador, deixando seu querido Rio Grande do Norte - a vida inteira se reconhecerá nordestino -, 4 anos depois (1968) se tornará Arcebispo-Primaz do Brasil, posição que deixará, caso raro, para assumir esta Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, em 1971, já como Cardeal do Título Presbiteral de São Gregório VII, para o qual fora nomeado por Paulo VI em 1969. A dom Eugenio custava deixar Salvador, como foi difícil deixar Natal, mas, como dizia, estava sempre pronto para obedecer, e "obedecer com alegria" a voz do Sucessor de Pedro. Aliás, este foi um dos aspectos mais belos de sua personalidade: a fidelidade irrestrita ao Papa. O Cardeal tinha autêntica devoção ao Sumo Pontífice e foi universalmente reconhecido por isso. Amigo pessoal de Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI, sempre ouvimos de sua boca a convicção: seguir o Papa em suas mínimas orientações, pois é o melhor para a Igreja, para a diocese, para cada católico. Nesta defesa nunca temeu ser impopular.

Seu destemor mostrou-se também por ocasião da defesa dos perseguidos políticos. O Cardeal Sales, silenciosamente, como ele mesmo gostava de dizer, protegeu os presos políticos, ajudou-os materialmente e foi a sua voz junto às autoridades de então, e sempre foi ouvido pelo respeito de suas posições claras, não se comprometendo nem com os detentores do poder e nem com a luta armada. Muitos conhecemos histórias, vimos fotos da proteção e asilo dadas a perseguidos não só a nacionais, mas também dos países vizinhos. Socorreu, protegeu pessoas cujas posições ideológicas estavam, por vezes, em nítido contraste com a fé católica; mas, para dom Eugenio, sua ação não poderia ser diferente, impulsionado pelo cumprimento simples e objetivo da moral católica que diferencia o pecado do pecador.

Muitas ações de dom Eugenio foram consideradas fundamentais na vida da cidade do Rio de Janeiro, como foi o caso da Favela do Vidigal, cujos moradores não foram removidos graças à sua intervenção através da Pastoral das Favelas; a Pastoral do Menor, ambulatórios e abrigos para carentes, aidéticos… segundo a necessidade se apresentava. Enfim, uma ampla e silenciosa rede de assistência aos mais pobres que foi idealizada, levada a efeito e protegida por dom Eugenio em seu longo governo de 30 anos em nossa Arquidiocese. Sem hostilizar os ricos, na ação social priorizava os mais pobres, tanto na assistência imediata, quanto na promoção social; não esquecendo de, serenamente, refletir sobre as causas da pobreza, denunciando-as, despidas de ideologias, em programas de rádio e televisão, em artigos em vários jornais que manteve enquanto a saúde lhe permitiu.

A vida do Sacerdote, Bispo e Cardeal dom Eugenio de Araujo Sales bem pode ser sintetizada pelo lema episcopal que escolheu: Impendam et superimpendar. O texto é tirado de 2Cor 12,15: « Quanto a mim, de bom grado despenderei, e me despenderei todo inteiro, em vosso favor. Será que, dedicando-vos mais amor, serei, por isto, menos amado?» Talvez não tenha sido por todos compreendido, sobretudo por quem dele tem um olhar superficial, mas não será esquecido nesta Arquidiocese e por tantos que sempre o chamarão de pai."

Rio de Janeiro, 9 de julho de 2012

Dom Orani João Tempesta

Arcebispo do Rio de Janeiro".

sábado, 30 de junho de 2012

Nos últimos anos foram organizadas várias trilhas para levar peregrinos por montanhas, vales, rios e vilas por onde Jesus teria passado. O caminho tradicional começa no lugar onde teria nascido Santa Ana, a mãe de Nossa Senhora, e termina no mar da Galiléia, a mais de 60 quilômetros de distância.
Uma das paradas do percurso é a igreja construída pelos cruzados, por volta do ano 1100. Ela foi o cenário de uma batalha que mudou a história do Oriente Médio, quando os exércitos cristãos, que saíram da Europa para conquistar a Terra Santa, foram massacrados pelos muçulmanos no ano 1187.
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Segundo a Bíblia, foi em Nazaré, hoje a maior cidade árabe de Israel, que Jesus passou parte da sua infância. Um dos lugares mais visitados por peregrinos é a Basílica da Anunciação, onde segundo a tradição cristã, Nossa Senhora teria recebido a visita de um anjo anunciando o nascimento do menino Jesus.
Perto de Nazaré, muitos turistas caminham até Canaã, um dos lugares mais procurados pelos turistas cristãos. De acordo com o guia local Gil, foi em Canaã que Jesus realizou o seu primeiro milagre, quando a pedido de Nossa Senhora , ele transformou a água em vinho. Hoje em dia, muitos casais vão até o local para renovar os votos do seu casamento.
As trilhas foram construídas sobre estradas antigas, muitas com milhares de anos, marcadas recentemente com símbolos cristãos para orientar quem se aventura na caminhada. A Galiléia é um dos lugares mais férteis de Israel e o verde predomina na paisagem, onde também há muitas montanhas.
A chamada Trilha de Jesus termina em Cafaranum, onde Jesus morava com seus discípulos. A região fica à beira do mar da Galiléia. No alto das colinas, foram construídos diversos templos para lembrar passagens do evangelho

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Jornada Mundial da Juventude


Oração a São Pedro

Dia do Papa - 29 de junho


29 de junho São Pedro e São Paulo Apóstolos



Última Oportunidade para Curtir a Melhor Festa da Região

A festa Junina da São João Batista acaba no próximo final de semana, dias 30 de junho e 1º de julho, das 17h às 22h30. Domingo haverá macarronada italiana na praça, a partir das 12h. Leve para casa, de lembrança, a caneca, a sacola ecológica e a camiseta, tudo personalizado com o logo da São João! Aproveite e traga a família!

30.06 Sábado Cover Capital Inicial 20h ás 21h30 
22h ás 23h 5 Rock
30.06 Sábado Dança Paraguaia 21h30 ás 22h 16 Paraguai
01.07 Domingo Falamais 20h ás 21h30 Forró Forró
01.07 Domingo Quadrilha 21h30 ás 22h Nordestino



Paróquia S. João Batista do Brás - Lgo. Sen. Morais Barros, s/nº (altura do nº 600 da Av. Celso Garcia) Fone: + 55 11 2693-2645



Participe!

hoje 29/06/12  tera 15hs na catedral da Sé -  São Paulo-SP missa  em louvor  Sagrado Coração de Jesus

Papa nomeia bispo auxiliar para Arquidiocese de Sao Paulo | Arquidiocese de São Paulo

Papa nomeia bispo auxiliar para Arquidiocese de Sao Paulo | Arquidiocese de São Paulo

Hoje é dia de São Pedro! Saiba como são as comemorações em São Luís e em Cuiabá

Hoje é dia de São Pedro! Em todo o país, é tempo de homenagens ao guardião das portas do céu. O ritual começa ainda de madrugada na capital do Maranhão. 

Em São Luís, os grupos de bumba-meu-boi rendem homenagem a São Pedro. Os primeiros grupos chegaram ao local das comemorações à meia-noite. 

Do lado de fora, fazem espetáculo com platéia garantida. Dentro, prestam homenagens ao santo e agradecem a proteção que tiveram durante todo o mês de junho. Essa é uma tradição de mais de 50 anos na capital do Maranhão, tanto que hoje é feriado na cidade. 

Os devotos passaram a noite inteira de arraial em arraial. Pela disposição, parece que a festa está só começando. Amanhã tem mais, pois, no Maranhão, dia 30 é dia de São Marçal. Esse santo não é reconhecido pela Igreja Católica, mas todos os anos recebe as homenagens dos grupos de bumba-meu-boi. 

Festa para São Pedro em Cuiabá 

Em Cuiabá, a festa de São Pedro - à beira da água, claro - é tradição há, pelo menos, 30 anos. A homenagem a São Pedro começa na comunidade de Bonsucesso, em Várzea Grande, com uma procissão na água. Os fiéis partem para um trecho do Rio Cuiabá, carregando a imagem do santo. 

Depois, ocorre o encontro com os festeiros. Muitos pescadores nem dormiram. Eles passaram a noite preparando as três toneladas de peixe que pescaram nos últimos dias. A comida deve alimentar as cinco pessoas mil esperadas para a festa. 

É assim que pretendem levar alegria à toda população da comunidade, ao som dos ritmos ribeirinhos como o siriri.
Fonte http://g1.globo.com/bomdiabrasil/0,,MUL814058-16020,00-HOJE+E+DIA+DE+SAO+PEDRO+SAIBA+COMO+SAO+AS+COMEMORACOES+EM+SAO+LUIS+E+EM+CUI.html

São Pedro e São Paulo Apóstolos - Canção Nova - Santo do Dia!.flv

Dia de São Pedro é comemorado com missas e procissões na região

Homenagens incluem missas campais, procissões terrestres e marítimas.

Confira a programação nas cidades da Baixada Santista.

Do G1 Santos
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Nesta sexta-feira (29) as cidades da região comemoram o Dia de São Pedro, padroeiro dos pescadores. As comunidades da Baixada Santista estão preparadas para a realização das festas em homenagem ao santo. A programação inclui missas e procissões em solo e marítimas.
Na Comunidade São Pedro, no Perequê, a Festa de São Pedro será completa. A programação começa nesta sexta (29) com uma procissão terrestre, às 9 horas. Na sequência, às 10 horas, será realizada uma missa campal e às 11 horas, a Comunidade promoverá a tradicional procissão marítima.
No mesmo dia, a Colônia dos Pescadores Z-3 também realizará uma festa, em louvor ao santo. Às 11 horas, haverá a missa campal com presença da comunidade.
A “Festa de São Pedro” Idealizada pela Comunidade São Pedro da Maré, em Vicente de Carvalho” dará continuidade às comemorações. A programação será no dia 1° de julho, a partir das 16 horas.
Confira os endereços das igrejas e comunidades na cidade:
Comunidade São Pedro – Rodovia Ariovaldo de Almeida Viana, s/nº - Perequê
Colônia dos Pescadores Z-3 – Rua Itapema, 15 – Vicente de Carvalho
Comunidade São Pedro da Maré – Rua Beira Mar, 51 – Prainha
Igreja Católica São José – Rua Hélio Ferreira, 598 – Jardim Boa Esperança
Comunidade São Paulo Apóstolo – Rua Alvorada, 215 – Jardim Alvorada
Tríduo de São Pedro "O Pescador"
Dia: 28 de junho - 1º dia do Tríduo - 19h. Tema: “A comunidade construída sobre a rocha”.
Dia 29 de junho - 2º dia do Tríduo; 19h. Tema: “A comunidade e o anúncio da Boa Nova”.
Dia 30 de junho - 3º dia do Tríduo. 17h. Tema: “O amor constrói a comunidade”.
Dia 01 de julho: Missa às 8h e 18h. E lago após a Missa das 18hs, teremos quermesse.
Quermesse da Paróquia São Pedro "O Pescador"
A quermesse iniciará no dia 30 de Junho e irá até o dia 28 de Julho, sempre aos finais de semana: Sábado: das 18h às 22h30; Domingo: das 19hs às 22h.
Festa de S. Pedro – (Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes)
29/6 - 15h - Durante a tarde a imagem do Padroeiro irá visitar os lugares relacionados ao trabalho de pesca. 19h - Missa Solene.
30/6 - 15h - Missa com bênção das chaves. 16h – Missa.
1/7 - Festa Popular: 9h- Missa. 16h - Procissão marítima e terrestre. 18h - Missa de encerramento com D. Jacyr Francisco Braido.
Av. Alm. Saldanha da Gama, 114 - Ponta da Praia. 3261-4076.
28/06
Às 9 horas - Missa na Igreja de São Pedro Apóstolo
Às 14h30 - Carreata com a Imagem de São Pedro, ercorrendo diversos bairros da Cidade (saída da Praça São Pedro)
Às 17h30 - Entrega oficial de equipamentos para a Guarda Civil Municipal e Corpo de Bombeiros
Às 19 horas - Missa Campal celebrada por Dom Jacyr Francisco Braido, Bispo Docesano de Santos
Show com Roberto e Ariel
28/07
Às 20 horas – Peça gratuita Auto da Barca do Céu, encenada por moradores de Praia Grande.
Comunidade São Pedro e São Paulo (Paróquia São Judas Tadeu)
29 a 30 - 28/6 - 18h - Terço. 19h - Tríduo em louvor a São Pedro e São Paulo. 20h – Celebração.
1/7 - Festa de São Pedro e São Paulo. 12h - Terço. 14h - Procissão pelas ruas do bairro. 15h - Santa Missa.
Comunidade São Pedro e São Paulo: R. Pe. Antônio, 260. Vila dos Pescadores - Cubatão. Tel. 3363-3865

Papa reconhece milagre de 'Nhá Chica' Francisca de Paula de Jesus morreu em junho de 1895 com 87 anos de idade. Filha de escravos e analfabeta, dedicou a vida aos pobres.

O papa Bento XVI reconheceu, nesta quinta-feira (28), um milagre de Nhá Chica, a filha de escravos de Minas Gerais que vai se tornar beata.
O reconhecimento do Papa foi comemorado pelos fiéis na capela que Nhá Chica ajudou a construir emBaependi.
“Foi uma pessoa que viveu no século 19, mas que foi uma inspiração de fé, de dedicação, de caridade e e de benevolência”, resumiu o aposentado Luís Gonzaga da Silva.
Francisca de Paula de Jesus morreu em junho de 1895 com 87 anos de idade. Filha de escravos e analfabeta, dedicou a vida aos pobres. O milagre reconhecido nesta quinta-feira (28) pelo Papa é o da professora Ana Lúcia Meirelles, que foi curada de um problema no coração.
“Esperei muito por essa beatificação, que ela me manda no dia do meu aniversário. Tem muito a ver com a nossa amizade, com a força dessa mulher pra mim, dessa santa”, disse a professora.
Os fiéis agora esperam pela cerimônia que vai oficializar a beatificação de Nhá Chica. A missa deve ser marcada para o ano que vem.

“Tem que ter tempo para preparar, quem vem fazer a beatificação”, ressaltou Dom Diamantino Prata, bispo de Campanha, Minas Gerais.
Nesta quinta, em Baependi, as missas são especiais. “Agora tem o reconhecimento da Igreja, mas Nhá Chica para o povo já é santa”, concluiu a relações públicas Iolanda Aparecida Fernandes.
fonte

quarta-feira, 20 de junho de 2012

CASP: DIA MUNDIAL DO REFUGIADO

CASP: DIA MUNDIAL DO REFUGIADO: Entrevista com o Padre Marcelo A. M. Monge - Diretor da Cáritas Arquidiocesana de São Paulo, para o Programa Família Missionária, na Rádio ...

segunda-feira, 28 de maio de 2012

São Germano de Paris

Nascer e prosseguir vivendo não foram tarefas fáceis para Germano. Ele veio ao mundo na cidade de Autun, França, no ano 496. Diz a tradição que sua mãe não o desejava, por isso tentou abortá-lo, mas não conseguiu. Quando o menino atingiu a infância, ela atentou novamente contra a vida dele, tentando envenená-lo, mas também foi em vão. 

Acredita-se que ele pertencia a uma família burguesa e rica, pois, depois disso, foi criado por um primo, bem mais velho, ermitão, chamado Escapilão, que o fez prosseguir os estudos em Avalon. Germano, com certeza, viveu como ermitão durante quinze anos, ao lado desse parente, em Lazy, aprendendo a doutrina de Cristo. 

Decorrido esse tempo, em 531 ele foi chamado pelo bispo de Autun para trabalhar ao seu lado, sendo ordenado diácono, e três anos depois, sacerdote. Quando o bispo morreu, seu sucessor entregou a direção do mosteiro de São Sinforiano a Germano, que pela decadência ali reinante o supervisionava com certa dificuldade. Acabou deixando o posto por intrigas e pela austeridade que desejava impor às regras da comunidade. 

Foi, então, para Paris, onde, pelos seus dons, principalmente o do conselho, ganhou a estima do rei Childeberto, que apreciava a sua sensatez. Em 536, o rei o convidou a ocupar o bispado de Paris, e Germano aceitou, exercendo grande influência na corte merovíngia. Nessa época, o rei Childeberto ficou gravemente enfermo, sendo curado com as orações do bispo Germano. Como agradecimento, mandou construir uma grande igreja e, bem próximo, um grande convento, que mais tarde se tornou o famoso Seminário de Paris, centro avançado de estudo eclesiástico e de vida monástica. 

Germano participou, ainda, de alguns importantes acontecimentos da Igreja da França: do concilio de Tours, em 567, e dos concílios de Paris, inclusive o de 573, e a consagração do bispo Félix de Bourges em 570. 

Entrementes não eram apenas os nobres que o respeitavam, ele era amado pelo povo pobre da diocese. Germano era pródigo em caridade e esmolas, dedicando ao seu rebanho um amor incondicional. Freqüentemente, era visto apenas com sua túnica, pois o restante das roupas vestira um pobre; ficava feliz por sentir frio, mas tendo a certeza de que o pobre estava aquecido. Quando nada mais lhe restava, permanecia sentado, triste e inquieto, com fisionomia mais grave e conversação mais severa. 

Assim viveu o bispo Germano de Paris, até morrer no dia 28 de maio de 576. Logo os milagres e graças começaram a acontecer e o seu culto foi autorizado pela Igreja, mantendo a data de sua morte para a celebração. Suas relíquias se encontram na majestosa igreja de São Germano de Paris, uma das mais belas construções da cidade.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Santa Maria Madalena de Pazzi

Batizada com o nome de Catarina, ela nasceu no dia 2 de abril de 1566, crescendo bela e inteligente em sua cidade natal, Florença, no norte da Itália. Tinha a origem nobre da família Pazzi, com acesso tanto à luxúria quanto às bibliotecas e benfeitorias da corte dos Médici, que governavam o ducado de Toscana. Sua sensibilidade foi atraída pelo aprendizado intelectual e espiritual, abrindo mão dos prazeres terrenos, o luxo e as vaidades que a nobreza proporcionava. 

Recebeu a primeira comunhão aos dez anos e, contrariando o desejo dos pais, aos dezesseis anos entregou-se à vida religiosa, ingressando no convento das carmelitas descalças. Ali, por causa de uma grave doença, teve de fazer os votos antes das outras noviças, vestiu o hábito e tomou o nome de Maria Madalena.

A partir daí, foi favorecida por dons especiais do Espírito Santo, vivendo sucessivas experiências místicas impressionantes, onde eram comuns os êxtases durante a penitência, oração e contemplação, originando extraordinárias visões proféticas. Para que essas revelações não se perdessem, seu superior ordenou que três irmãs anotassem fielmente as palavras que dizia nessas ocasiões.

Um volumoso livro foi escrito com essas mensagens, que depois foi publicado com o nome de "Contemplações", um verdadeiro tratado de teologia mística. Também ela, de próprio punho, escreveu muitas cartas dirigidas a papas e príncipes contendo ensinamentos e orientações para a inteira renovação da comunidade eclesiástica.

Durante cinco anos foi provada na fé, experimentando a escuridão e a aridez espiritual. Até que, no dia de Pentecostes do ano 1690, a luz do êxtase voltou para a provação final: a da dor física. Seu corpo ficou coberto de úlceras que provocavam dores terríveis. A tudo suportou sem uma queixa sequer, entregando-se exclusivamente ao amor à Paixão de Jesus.

Morreu com apenas quarenta e um anos, em 25 de maio de 1607, no convento Santa Maria dos Anjos, que hoje leva o seu nome, em Florença. Apenas dois anos mais tarde foi canonizada pelo papa Clemente IX. O corpo incorrupto de santa Maria Madalena de Pazzi repousa na igreja do convento onde faleceu. Sua festa é celebrada no dia de seu trânsito

quarta-feira, 23 de maio de 2012

São João Batista de Rossi

João Batista de Rossi nasceu no dia 22 de fevereiro de 1698, em Voltagio, na província de Gênova, Itália. Aos dez anos, foi trabalhar para uma família muito rica em Gênova como pajem, para poder estudar e manter-se. Três anos depois, transferiu-se, definitivamente, para Roma, morando na casa de um primo que já era sacerdote e estudando no Colégio Romano dos jesuítas. Lá se doutorou em filosofia, convivendo com os melhores e mais preparados de sua geração de clérigos. Depois, os cursos de teologia ele concluiu com os dominicanos de Minerva. 

A todo esse esforço intelectual João Batista acrescentava uma excessiva carga de atividade evangelizadora, mesmo antes de ser ordenado sacerdote, junto aos jovens e às pessoas abandonadas e pobres. Com isso, teve um esgotamento físico e psicológico tão intenso que desencadearam os ataques epiléticos e uma grave doença nos olhos. Nunca mais se recuperou e teve de conviver com essa situação o resto da vida. Contudo ele nunca deixou de praticar a penitência, concentrada na pouca alimentação, minando ainda mais seu frágil organismo. 

Recebeu a unção sacerdotal em 1721. Nessa ocasião, devido à experiência adquirida na direção dos grupos de estudantes, decidiu fundar a Pia União de Sacerdotes Seculares, que dirigiu durante alguns anos. Por lá, até o final de 1935, passaram ilustres personalidades do clero romano, alguns mais tarde a Igreja canonizou e outros foram eleitos para dirigi-la. 

Entretanto João Batista queria uma obra mais completa, por isso fundou e também dirigiu a Casa de Santa Gala, para rapazes carentes, e a Casa de São Luiz Gonzaga, para moças carentes. Aliás, esse era seu santo preferido e exemplo que seguia no seu apostolado. 

O seu rebanho eram os mais pobres, doentes, encarcerados e pecadores. Tinha o dom do conselho, era atencioso e paciente com todos os fiéis, que formavam filas para se confessarem com ele. O tom de consolação, exortação e orientação com que tratava seus penitentes atraía cristãos de toda a cidade e de outras vizinhanças. João Batista era incansável, dirigia tudo com doçura e firmeza, e onde houvesse necessidade de algum socorro ali estava ele levando seu fervor e força espiritual. 

Quando seu primo cônego morreu, ele foi eleito para sucedê-lo em Santa Maria, em Cosmedin, Roma. Mas acabou sendo dispensado da obrigação do coro para poder dedicar-se com maior autonomia aos seus compromissos apostólicos. 

Aos sessenta e seis anos de idade, a doença finalmente o venceu e ele morreu no dia 23 de maio de 1764, tão pobre que seu enterro foi custeado pela caridade dos devotos. João Batista de Rossi foi canonizado pelo papa Leão XIII em 1881, que marcou sua celebração para o dia de sua morte.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Manuel G. Gonzáles e Adílio Daronch Bem-aventurados

Padre Manuel Gomes Gonzalez nasceu em 29 de maio de 1877, em São José de Riberteme, Província de Fontevedra - Espanha. Foi ordenado sacerdote em 24 de maio de 1902 em Tui. 

Em 1913, com grande espírito missionário e abertura de coração veio ao Brasil. Foi nomeado pároco da Igreja Nossa Senhora da Luz, em Nonoai, no Rio Grande do Sul. A 23 de janeiro de 1914, recebia a paróquia de Nossa Senhora da Soledade. Em 7 de dezembro de 1915, o bispo de Santa Maria - RS, Dom Miguel de Lima Valverde, nomeou Padre Manuel primeiro pároco da igreja Nossa Senhora da Luz, em Nonoai. Iniciando assim seu trabalho pastoral: organizou o Apostolado da Oração, a Catequese paroquial, o combate ao analfabetismo. Lutando com muitas dificuldades econômicas, reformou a igreja matriz. 

Na páscoa de 1924, Padre Manuel recebeu carta do Bispo de Santa Maria, pedindo que fosse ao Regimento do Alto Uruguai, fazer a páscoa dos Militares e depois fosse até a colônia Três Passos, para atender aos colonos de origem alemã, que estavam esperando missa, batizados e a bênção do cemitério. Padre Manuel convidou o seu coroinha Adílio Daronch que o acompanhasse num longo itinerário pastoral, a serviço da Paróquia de Palmeira das Missões. 

Adílio Daronch nasceu em Dona Francisca (RS), em 1908, filho de Pedro Daroch e Judite Segabinazzi, migrantes italianos vindo da Itália em 1883, com a família. Adílio era o terceiro filho do casal. Em 1912 a família foi morar em Passo Fundo, onde o pai aprendeu o ofício de fotógrafo. Alguns meses depois a família retorna para Nonoai onde exerce o ofício de fotógrafo e tinha uma pequena farmácia de homeopatia. A família de Pedro era muito religiosa. Eram grandes colaboradores do Padre Manuel. Adílio era coroinha e auxiliar nos serviços do altar e da paróquia. 

Nesta época o Rio Grande do Sul vivia momentos conturbados. O estado acabava de passar pela revolução entre chimangos e maragatos (Revolução de 1923), em que houve muita violência e derramamento de sangue. 

Padre Manuel e o coroinha Adílio Daronch dirigiram-se a cavalo, para o Alto Uruguai até a Colônia Militar, no Alto Uruguai, onde a 20 de maio, Adílio ainda ajudou na Páscoa de militares. 

A caminho de Três Passos, ao chegar em "Feijão Miúdo" o coroinha Adílio e o padre Manuel foram surpreendidos por anticlericais e inimigos da religião. Foram levados para o mato, amarrados em árvores e fuzilados. Era o dia 21 de maio de 1924. 

Os próprios colonos que encontraram os corpos amarrados em uma árvore os enterraram. Em cima da cruz da sepultura, escreveram: «mártires da fé, verdadeiros santos da Igreja, assassinados a 21 de maio de 1924». 

Quarenta anos depois, em 1964, os restos mortais foram desenterrados e os ossos foram levados para Nonoai, numa caravana, pela Diocese. Em 1997, a Diocese encaminhou o processo de beatificação. Foram escritos vários livros sobre estes mártires. 

Em 2002: Na Visita Ad Limina, ao receber um abaixo-assinado dos bispos do Rio Grande do Sul, o Cardeal português, José Saraiva Martins, responsável pelas beatificações, nos disse: 
"Vocês precisam divulgar mais esta causa dos mártires. A Igreja não pode beatificar uns mártires que apenas são conhecidos no Alto Uruguai. Alto Uruguai, parece ser de outro país, é preciso que esta causa venha a interessar a todo o Rio Grande e todo o Brasil, além disso, Espanha (onde padre Manuel nasceu e foi ordenado padre) e Portugal (onde trabalhou por mais de 10 anos na Arquidiocese de Braga) precisam conhecer esta causa". 

Começou-se então um grande trabalho de divulgação. Falou-se diversas vezes a todos os Bispos do Brasil, em Itaici. Foram escritas cartas e e-mails aos bispos de Vigo (na Espanha) e Braga (em Portugal). 

Dia 21 de outubro de 2007, foram beatificados, em Frederico Westphalen, os chamados mártires de Nonoai: o padre Manuel e o coroinha Adílio. A cerimônia foi presidida pelo cardeal José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos que veio diretamente de Roma. Cerca de 40 mil fiéis estavam presentes à cerimônia. 

Em sua homilia, o cardeal Martins destacou: "santo é aquele que está de tal modo fascinado pela beleza de Deus e pela sua perfeita verdade que é por elas progressivamente transformado". 

Foi o que fizeram os dois novos bem-aventurados disse o cardeal. "Pela beleza e verdade de Cristo e do seu Evangelho, os dois novos bem-aventurados renunciaram a tudo, também a si próprios, também à sua própria vida, que é o maior tesouro que Deus nos deu". 

Hoje, a Igreja reconhece a vitória do padre Manuel e do coroinha Adílio, prestando-lhes a homenagem da glória e reconhecendo a sua poderosa intercessão.

sábado, 19 de maio de 2012

São Pedro Celestino

Pedro nasceu em 1215, na província de Isernia, Itália, de pais camponeses com muitos filhos. Segundo os escritos, decidiu que seria religioso aos seis anos de idade, quando revelou esse desejo à mãe. Cresceu estudando com os beneditinos de Faifoli. Assim que terminou os estudos, retirou-se para um local ermo, onde viveu por alguns anos.

Depois foi para Roma, recebendo o sacerdócio em 1239. Entrou para a Ordem beneditina e, com licença do abade, voltou para a vida de eremita. Assumiu, então, o nome de Pedro de Morrone, pois foi viver no sopé do morro do mesmo nome, onde levantou uma cela, vivendo de penitências e orações contemplativas.

Em 1251, fundou, com a colaboração de dois companheiros, um convento. Rapidamente, sob a direção de Pedro, o convento abrigava cada vez mais seguidores. Assim, ele fundou uma nova Ordem, mais tarde chamada "dos Celestinos", conseguindo, pessoalmente, a aprovação do papa Leão IX, em 1273.

Em 1292, morreu o papa Nicolau V e, após um conclave que durou dois anos, ainda não se tinha chegado a um consenso para sua sucessão. Nessa ocasião, receberam uma carta contendo uma dura reprovação por esse comportamento, pois a Igreja precisava logo de um chefe. A carta era de Pedro de Morrone e os cardeais decidiram que ele seria o novo papa, sendo eleito em 1294 com o nome de Celestino V. Entretanto, a sua escolha foi política e por pressão de Carlos II, rei de Nápoles. Com temperamento para a vida contemplativa e não para a de governança, o erro de estratégia logo foi percebido pelos cardeais.

Pedro Celestino exerceu o papado durante um período cheio de intrigas, crises e momentos difíceis. Reconhecendo-se deslocado, renunciou em favor do papa Bonifácio VIII, seu sucessor. Isso gerou nova crise, com o poder civil ameaçando não reconhecer nem a renúncia, nem o novo sumo pontífice. Para não gerar um cisma na Igreja, Pedro Celestino aceitou, humildemente, ficar prisioneiro no castelo Fumone. Ali permaneceu até sua morte.

Dez meses depois de seu confinamento, Pedro Celestino teve uma visão e ficou sabendo o dia de sua morte. Assim, recebeu os santos sacramentos e aguardou por ela, que chegou exatamente no dia e momento previstos: 19 de maio de 1296. Logo, talvez pelo desejo de uma reparação, a Igreja declarou santo o papa Pedro Celestino, já em 1313.

A Ordem dos Celestinos continuou se espalhando e crescendo, chegando a atingir, além da Itália, a França, a Alemanha e a Holanda. Mas, depois da Revolução Francesa, sobraram poucos conventos da Ordem na Europa.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

São Félix de Cantalício

Félix Porro nasceu na pequena província agrícola de Cantalício, Rieti, Itália, em 1515. Filho de uma família muito modesta de camponeses, teve de trabalhar desde a tenra idade, não podendo estudar. Na adolescência, transferiu-se para Cittaducale, para trabalhar como pastor e lavrador numa rica propriedade. Alimentava sua vocação à austeridade de vida, solidariedade ao próximo, lendo a vida dos Padres, o Evangelho e praticando a oração contemplativa, associada à penitência constante e à caridade cristã. 

Aos trinta anos de idade entrou para os capuchinhos. E, em 1545, depois de completar um ano de noviciado, emitiu a profissão dos votos religiosos no pequeno convento de Monte São João. Ele pertenceu à primeira geração dos capuchinhos. Os primeiros anos de vida religiosa passou entre os conventos de Monte São João, Tívoli e Palanzana de Viterbo, para depois, no final de 1547, se transferir, definitivamente, para o convento de São Boaventura, em Roma, sede principal da Ordem, onde viveu mais quarenta anos, sendo chamado de frei Félix de Cantalício. 

Nesse período, trajando um hábito velho e roto, trazendo sempre nas mãos um rosário e nas costas um grande saco, que fazia pender seu corpo cansado, ele saía, para esmolar ajuda para o convento, pelas ruas da cidade eterna. Todas as pessoas, adultos, velhos ou crianças, pobres ou ricos, o veneravam, tamanha era sua bondade e santidade. A todos e a tudo agradecia sempre com a mesma frase: "Deo Gracias", ou seja, Graças a Deus. Mendigou antes o pão e depois, até à morte, vinho e óleo para os seus frades. 

Quando já bem velhinho foi abordado por um cardeal que lhe perguntou por que não pedia aos seus superiores um merecido descanso, frei Felix foi categórico na resposta: "O soldado morre com as armas na mão e o burro com o peso do fardo. Não permita Deus que eu dê repouso ao meu corpo, que outro fim não tem senão sofrer e trabalhar". 
Em vida, foram muitos os prodígios, curas e profecias atribuídos a frei Félix, testemunhados quase só pela população: os frades não julgavam oportuno difundi-los. Mas quando ele morreu, ficaram atônitos com a imensa procissão de fiéis que desejavam se despedir do amado frei, ao qual, juntamente com o papa Xisto V, proclamavam os seus milagres e a sua santidade. 

Ele vivenciou o seguimento de Jesus descrito nas constituições da Ordem, na simplicidade do seu carisma, nunca servilmente. Conviveu com muitos frades e religiosos ilustres, sendo amigo pessoal de Felipe Néri, Carlo Borromeo, hoje também santos, e do papa Xisto V, ao qual predisse o seu papado. 

No dia 18 de maio de 1587, aos setenta e dois anos, depois de oito anos de sofrimentos causados por uma doença nos intestinos, e tendo uma visão da Santíssima Virgem, frei Félix deu seu último suspiro e partiu para os braços do Pai Eterno. O papa Clemente XI o canonizou em 1712. O corpo d